11 Abr 2010
Dominar o assunto implica entranhar-se nele, observar todas as relações existentes entre as várias áreas de conhecimento, livros e mídias, fazendo uma seleção das ideias que vão ao encon-
tro de seu ponto de vista para iniciar o texto.
Descobrir os limites temáticos é imprescindível e um preocupação constante nas redações dos vestibulares e do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Isso porque os textos serão desconsi-
derados se não desenvolverem a proposta solicitada. Aqueles que tangenciarem o assunto, ou apresentarem baixo nível de informação, também não terão retorno tão positivo: texto raso, nota
rasa.
A questão é: como desenvolver uma produção textual que sintonize informações, criatividade e engajamento? Há momentos, antes e depois de escrita a redação, em que se aplica o domínio do assunto, como veremos nos quadro a seguir. Depois de cada exercício de redação e dos exames,
dialogue com os amigos sobre as possíveis relações que eles desenvolveram em seus textos, ex-
traia experiências e depois relaxe e se divirta, lendo uma boa crônica ou assistindo, criticamente,
claro, a programas de TV.(Compilado da Revista Língua, Simone Goh, professora de redação do cursinho pré-vestibular universitário)
1.Formular perguntas sobre o cotidiano:
Entender não significa sá reconhecer o assunto, mas desenvolver uma relação entre os sabe-
res e as informações externas ao próprio assunto. Ler o mundo, decifrá-lo e reconstruí-lo, é ideal
para o desenvolvimento não só de textos, mas da vida. O ser humano deveria ter um olhar aten-
to para o que o rodeia, de forma a comparar, relacionar e inferir sobre suas leituras, filmes, papos entre amigos, revistas de qualidade e trazer tudo isso para seu universo pessoal.
Infelizmente, a fase dos porquês ficou isolada na infância e deixamos de indagar sobre os mis-
térios da vida. Questionar é o início da aprendizagem. O que lembra a passagem de Vidas Secas (1986:20), de Graciliano Ramos:
"Uma das crianças aproximou-se, perguntou-lhe qualquer coisa, Fabiano parou, franziu a testa, esperou de boca aberta a repetição da pergunta. Não percebendo o que o filho desejava, repre-endeu-o. O menino estava ficando muito curioso, muito enxerido. Se continuasse assim, metido com o que não era da conta dele, como iria acabar? Repeliu-o, vexado:
- Esses capetas têm ideias."
Que pena, Fabiano! Se não fosse por sua repreensão, que novos caminhos seriam trilhados por aqueles meninos? Menino mais velho, mais novo,curiosidade + questionamento = reflexão. Se o
mundo não dá respostas, procuramos em outros mundos e meios, mas se nos calarmos tornamo-nos mudos intelectualmente.
Formular perguntas sobre os vários fatos do cotidiano e buscar as respostas em diversas fon-tes é crucial, pois são essas informações que irão fundamentar o texto.
2.Entender o todo na hora agá:
Compreensão é o primeiro passo. Muitas vazes o tema apresenta-se emplícito em uma frase, ou em um texto. A ideia é grifar as palavras-chave - substantivos, adjetivos, verbos e, se existi-
rem outros textos como apoio, partir para essa leitura, que com certeza tornará o assunto mais
claro, evitando possíveis desvios.
A maioria das universidades públicas e particulares, bem como o Enem, solicita a estrutura dis-sertativa, a partir do tema esplicitado em um parágrafo, ou em um texto. Algumas instituições uti-
lizam também outros textos de apoio, com estruturas diversas em que o tema está articulado às ideias do respectivo autor.
O cuidado para não se deixar levar por apenas um dos testos, ou fragmentos dos mesmos, deve ser ressaltado; o ideal é entendê-los como um todo. Por exemplo, no Enem 2006, em que
o tema em questão foi "o poder transformador da leitura", vários candidatos utilizaram o texto de
apoio de Moacir scliar como uma única fonte - nele, o autor fazia referências à sua introdução no
mundo da leitura e o quanto sua mãe foi importante naquele momento.
"Minha mãe muito cedo me introduziu ao mundo dos livros..."
O fato é que alguns candidatos desenvolveram texto narrativo, cujo assunto tratava especifi-
camente de suas experiências de alfabetização e leitura, deixando assim de articular com o tema
em questão - a leitura como instrumento de percepção e de construção de novas ideias, a existên-
cia dos vários universos que somente esse ato nos propicia.
Atentar para as datas dos textos, autores e a tipologia, também é outro fator importante. Ge-
ralmente os textos-base ou de apoio são artigos, imagens, tirinhas, histórias em quadrinhos ou
até mesmo gráficos. Assim, se forem mais de um, temos de nos voltar para o diálago existente en-
tre eles; o assunto ganha novas reflexões, mas partem de um único eixo.
Não é indicado, porém, copiar trechos dos textos, apenas utilizar uma ou outra paráfrase(re-
contar com suas palavras) para elucidar sua ideia, se necessário(Compilado da Revista Língua,por
Simone Goh)
terça-feira, 4 de maio de 2010
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